Em Niterói – RJ – , a Juíza Patricia Acioli, foi assassinada na porta de sua casa com 21 tiros. Ela era ameaçada por combater o crime organizado e no momento do crime estava sem escolta.
Horas antes de ter sido assassinada a juíza tinha decretado a prisão de dois PMs do 7º BPM (Alcântara) – Carlos Adílio Maciel e Sammy dos Santos Quintanilha. Segundo a Polícia Militar do Rio de Janeiro ela tinha decretado cerca de 60 prisões de PMs ligados a milícias e a grupos de extermínio.
Em denuncia feita hoje (10/08/2011) pelo jornal O Globo, a Polícia Civil teria denunciado a existência de um plano de matar a juíza Patricia Acioli à Polícia Federal.
Segundo o jornal “um policial civil da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) esteve na Polícia Federal para informar que havia um plano para executar a juíza, considerada linha-dura nos julgamentos contra PMs da banda podre de São Gonçalo. A própria Patrícia esteve, na semana anterior ao crime, na sede da Corregedoria da Polícia Militar, onde teria contado que estava sendo ameaçada por policiais do 7º BPM (São Gonçalo) e do 12º BPM (Niterói)”.
Uma denúncia recebida pelo Disque-Denúncia (2253-1177) teria apontado o crime à presos do presídio de Água Santa. Esses presos seriam ligados à exploração de máquinas de caça-níqueis em Niterói, São Gonçalo e Maricá. E, ainda segundo a denúncia, um juiz federal de Niterói e o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) seriam os próximos alvos.
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, negou a ajuda da Polícia Federal na investigação do crime por entender que a “Divisão de Homicídios é bem equipada e tem policiais bem treinados”.

Quem silenciou a voz da justiça?
A ONG Rio de Paz exibiu cartazes com os dizeres “Quem silenciou a voz da justiça?”. Acho válido o protesto, mas não acho que a justiça tenha sido silenciada. Acredito que como ela existam outros juízes que cumpram com seu trabalho e prendam esses marginais.
Quem está em silencio a muito tempo e deveria voltar a fazer barulho é a população brasileira.
Suerte, Che!
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