Se eles censuram a gente divulga!
Suerte, Che!

Marcelo Freixo
A assessoria de imprensa do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) confirmou a informação de que, a convite da Anistia Internacional, o parlamentar e pré-candidato à prefeitura do Rio de Janeiro nas próximas eleições deixará o país ainda nesta terça-feira.
Responsável pelo indiciamento de cerca de 220 pessoas ligadas a grupo paramilitares no período em que presidiu a CPI das Milícias na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Freixo recebeu sete ameaças de morte em apenas um mês. A última delas na sexta-feira. Por motivos de segurança, o destino da viagem é mantido sob sigilo. Sabe-se apenas que é na Europa.
Em sua página na rede de microblogs Twitter, ele afirmou que o retiro é por tempo limitado e que a decisão não foi tomada por medo, mas sim devido a uma necessidade de que sejam feitos ajustes em seu esquema de segurança. Freixo fez ainda duras críticas ao poder público, que classificou como “inoperante e reativo, e lembrou o caso da juíza Patrícia Acioli, executada com 21 tiros no dia 11 de agosto, em Piratininga, Niterói.
“Sobre as ameaças, nunca recebi retorno das providências tomadas. Esse não é um problema meu, não é particular. Patrícia Acioli recebeu várias ameaças e nada foi feito. O poder público é reativo e inoperante. Eles não venceram e nem vão vencer, estarei de volta em breve”, disparou.
Eduardo Paes
Em seu twitter, Freixo também comentou a denúncia publicada no Jornal do Brasil, na última sexta-feira, de que o então prefeito recém-eleito Eduardo Paes se reuniu com milicianos para, em tese, garantir a vitória de seus grupos na licitação das linhas de vans.
“A foto [publicada na reportagem] é de 2009, ele já tinha recebido o relatório da CPI das milícias. Vários ali estavam indiciados. Uma vergonha!”, disse o parlamentar.
Procurada na ocasião, a Secretaria Municipal de Transportes esclareceu que todos os participantes do processo licitatório que concedeu às cooperativas o direito de circular na Zona Oeste estavam de acordo da lei. Apesar de terem sido citados na CPI das Milícias, eles ainda não tinham sido condenados por qualquer crime e atendiam aos requisitos previstos pela Justiça. A secretaria, no entanto, garantiu que, caso as irregularidades sejam comprovadas, as licitações serão suspensas.
Suerte, Che!
Ex-cabo da Polícia Militar que fugiu do Batalhão Especial Prisional (BEP), em setembro passado, estaria articulando um plano para executar o deputado estadual Marcelo Freixo.
Ligado a um grupo paramilitar de Campo Grande, na Zona Oeste, Carlos Ary Ribeiro, o Carlão, receberia R$ 400 mil para matar o parlamentar, que presidiu a CPI das Milícias. De acordo com documento reservado da Coordenadoria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública, o ex-PM já teria feito levantamento da rotina do político, inclusive dos horários em que ele dispensa a segurança da Assembleia Legislativa do Rio.
Procurado pelo GLOBO, Marcelo Freixo confirmou ter sido informado sobre a existência do plano pelo presidente da Alerj, deputado Paulo Melo (PMDB), que aumentou o aparato de segurança do parlamentar:
- Após a morte da juíza Patrícia Acioli as ameaças feitas a mim triplicaram. Isso pode ser um sinal de que o crime organizado no Rio pretende avançar nas suas fronteiras, não aceito que esse problema seja exclusivamente meu. As milícias continuam com seus negócios e territórios em expansão, somente as prisões não vão deter esses grupos. É preciso retirar deles as fontes de lucro. Convivo com o medo, a vontade de viver e de continuar fazendo o que acredito – afirma Marcelo Freixo.
Acima está parte da matéria do jornal O Globo sobre o plano de executar o deputado Marcelo Freixo.
Desculpem ter copiado parte da matéria do jornal O Globo, mas eu queria publica-la rápido. Futuramente comentarei mais a respeito.
Suerte, Che!
Em plenário, Marcelo Freixo fala sobre o acidente com o Bonde de Santa Teresa, e faz duras críticas à atuação do Secretário Estadual de Transportes, Júlio Lopes.
“Não é só falta de investimento, não. É falta de vergonha na cara.”
Suerte, Che!
Em Niterói – RJ – , a Juíza Patricia Acioli, foi assassinada na porta de sua casa com 21 tiros. Ela era ameaçada por combater o crime organizado e no momento do crime estava sem escolta.
Horas antes de ter sido assassinada a juíza tinha decretado a prisão de dois PMs do 7º BPM (Alcântara) – Carlos Adílio Maciel e Sammy dos Santos Quintanilha. Segundo a Polícia Militar do Rio de Janeiro ela tinha decretado cerca de 60 prisões de PMs ligados a milícias e a grupos de extermínio.
Em denuncia feita hoje (10/08/2011) pelo jornal O Globo, a Polícia Civil teria denunciado a existência de um plano de matar a juíza Patricia Acioli à Polícia Federal.
Segundo o jornal “um policial civil da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) esteve na Polícia Federal para informar que havia um plano para executar a juíza, considerada linha-dura nos julgamentos contra PMs da banda podre de São Gonçalo. A própria Patrícia esteve, na semana anterior ao crime, na sede da Corregedoria da Polícia Militar, onde teria contado que estava sendo ameaçada por policiais do 7º BPM (São Gonçalo) e do 12º BPM (Niterói)”.
Uma denúncia recebida pelo Disque-Denúncia (2253-1177) teria apontado o crime à presos do presídio de Água Santa. Esses presos seriam ligados à exploração de máquinas de caça-níqueis em Niterói, São Gonçalo e Maricá. E, ainda segundo a denúncia, um juiz federal de Niterói e o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) seriam os próximos alvos.
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, negou a ajuda da Polícia Federal na investigação do crime por entender que a “Divisão de Homicídios é bem equipada e tem policiais bem treinados”.

Quem silenciou a voz da justiça?
A ONG Rio de Paz exibiu cartazes com os dizeres “Quem silenciou a voz da justiça?”. Acho válido o protesto, mas não acho que a justiça tenha sido silenciada. Acredito que como ela existam outros juízes que cumpram com seu trabalho e prendam esses marginais.
Quem está em silencio a muito tempo e deveria voltar a fazer barulho é a população brasileira.
Suerte, Che!
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, foi reeleito em outubro de 2010. Seu principal discurso e fato que o levou a eleição em primeiro turno foram as UPPs.
A população do Rio de Janeiro clamava por segurança e foi atendida com esse projeto que visava “pacificar favelas” do estado.
As UPPs foram um sucesso no primeiro governo Cabral e no segundo não conseguimos ver nada além de polícia nas favelas. Mas será que só de UPPs se vivem as favelas?
Por que jovens vão para o tráfico ou se unem a milícia? Por ver ali oportunidades que não veem na vida. E o que o governo do estado do Rio de Janeiro tem feito para dar mais oportunidades para os que moram nas favelas? Estão construindo escolas? Centros de Saúde? Áreas de lazer? Estão dando saneamento básico? Alguma coisa?
A resposta é não. Tudo o que se ouve falar é de mais policiamento.
Assista ao vídeo com o deputado Marcelo Freixo falando a respeito. Ele cita um caso que aconteceu no Rio de Janeiro onde um morador da favela foi confundido com um bandido porque estava com uma furadeira na mão (confundida com uma arma).
Suerte, Che!
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