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  • set
  • 21
  • 2011

Valdemiro Santiago e a meia de 153 reais

Posted by Bug In Religião | 0 Comentário »

Falar de religião é sempre complicado. Mexer com a fé do próximo é sempre perigoso. Tem que ter cautela e falar com respeito para não agredir ninguém, só tentar mostrar um outro ponto de vista.

Tendo isso em vista gostaria de falar sobre um vídeo que anda circulando pela internet.

Uma nova campanha está chamando a atenção dos membros da Igreja Mundial do Poder de Deus, liderada por Valdemiro Santiago. Acostumados a distribuir toalhas, óleos e outros objetos sagrados a igreja lançou a meia “Sê tu uma benção”, ofertada na televisão e também nas reuniões pelo Apóstolo Valdemiro Santiago.

O que está causando desconforto entre as pessoas é o valor de oferta exigido para adquirir a meia, são R$ 153,00. Segundo pregação do próprio Apóstolo Santiago o valor é usado para comprar horários em emissoras de TV como CNT, Bandeirantes e Rede TV e não trata-se de venda de bençãos.

Assista ao vídeo:

Imagem de Amostra do You Tube

Eu não vejo a razão pela qual os milagres precisem ser anunciados na TV e já que a bíblia não fala sobre Jesus ter anunciado em panfletos que estava realizando milagres.

Suerte, Che!

 

  • jan
  • 17
  • 2011

Região Serrana: a exploração da tragédia

Posted by Bug In Textos | 0 Comentário »

Os números são altos. Passam de 600 mortos, muitas pessoas soterradas, milhares de voluntários ajudando, toneladas de alimentos doados, porém existem outros números que também são altos, mas são números que envergonham.

Voluntários ajudando na reconstrução

Voluntários ajudando na reconstrução

Pessoas cobrando até 40 reais por galão de 20 litros de água, 20 reais numa caixa de 6 velas, 4,50 por litro de gasolina. E, além disso, ainda há a audiência que as TVs ganharam em cima do sofrimento das pessoas que é imensurável.

É inaceitável que as pessoas busquem formas de ganhar dinheiro que envolvam o sofrimento dos outros.

Sou contra emissoras de TV que exibem vídeos de pessoas falando sobre os familiares que perderam e coloquem essas pessoas chorando na TV. Não foi a primeira vez e não será a última. Em todos os desastres aéreos as pessoas falam mais das famílias dos envolvidos do que as causas, as formas de evitar, as maneiras de diminuir os estragos caso o desastre seja inevitável.

Vi na capa de um jornal a seguinte matéria: “Essa família não existe mais”. Eu te pergunto: qual é a utilidade dessa matéria se não vender?

Apesar de todos esses números que envergonham, gostaria de parabenizar aos que ajudaram de alguma forma. O pessoal do twitter @LeiSecaRJ tem se mobilizado bastante. Parabéns.

Se você quiser ajudar de alguma forma entre no site Em Que Posso Ajudar e para mais informações visite o twitter @LeiSecaRJ

Suerte,Che

  • jun
  • 26
  • 2010

A verdade sobre a Guerra do Iraque

Posted by Pedro In Últimas Notícias | 7 Comentários »

No Brasil muita gente já sabe disso, infelizmente nos Estados Unidos ainda não. Esse vídeo que postei a seguir é um vídeo que está rolando na internet recentemente. Mike Prysner, um veterano de guerra americano que combateu na Guerra do Iraque da seu depoimento do que vivenciou lá e o que aprendeu com a experiência.

Imagem de Amostra do You Tube

Quem me indicou o vídeo ainda disse que 2 dias depois do discurso ele morreu supostamente de um ataque cardíaco, porém não sei se essa informação procede.

Ele tendo morrido ou não, não deixe que a atitude dele tenha sido em vão.

  • mai
  • 20
  • 2010

Eu voto NULO, porque político é tudo igual!

Posted by Pedro In Humor | 1 Comentário »
Eu voto NULO, porque político é tudo igual!
  • mar
  • 10
  • 2010

Minas de Prata

Posted by Bug In Textos | 0 Comentário »

Olá galera!

Venho falar hoje sobre um assunto que a muito – desde minha ultima peregrinação – me incomoda e que, provavelmente, me incomodará por toda essa vida.

Seguinte, eu visitei a cidade de Potosí na Bolívia. É uma cidade linda, histórica. Tem todo um estilo mais antigo com igrejas góticas e etc. No século XVII era a maior produtora de prata do mundo e tem minas ativas até hoje.

E é exatamente sobre isso que quero falar. Sobre as tais minas de prata. Eu visitei uma dessas minas (infelizmente não me recordo o nome) e o que vi lá dentro mexeu muito comigo. As condições a que os trabalhadores são submetidos é indescritível. Acho que não consigo descrever de forma precisa, mas vou tentar. A mina por dentro é comparável a um labirinto escuro, empoeirado, mal cheiroso, úmido e cheio de gases tóxicos (É recomendado que entremos de máscaras). Existem “andares” na mina que o acesso é dado por escadas improvisadas. Não existe banheiro ou refeitório ou sequer um lugar para atendimento médico caso algum acidente aconteça.

Falando em acidente, existem três formas principais de acidente na mina: dinamitar alguma parte de forma errada; soterramento; ou chegar em alguma parte com grande quantidade de algum gás e, por causa de uma centelha da lâmpada, incinerar grande parte da região em que se encontra na mina.

Existem, basicamente, três tipos de trabalhadores: os que dinamitam o local; os que carregam os minérios; e os que quebram as pedras maiores em busca de pedras menores que contenham minérios.

Os que carregam os minérios usam carrinhos – aqueles de desenho – que pesam meia tonelada. Os carrinhos têm capacidade para carregar uma tonelada. Ou seja, eles empurram na mão uma tonelada e meia sem ajuda de equipamentos por corredores escuros e sinuosos, cheios de pedras caídas e, muitas vezes, água até a canela.

Potosí é uma das cidades mais altas do mundo e é cultural na Bolívia mascar folha de coca para diminuir os efeitos da altitude. Porém, outro efeito da folha de coca é cortar o apetite. E muitos mineradores – se não todos – mascam folhas de coca para ficarem até 24 horas sem comer para não perderem horas de trabalho para no fim do dia ganharam algo em torno de 60 pesos bolivianos – um pouco menos de 20 reais.

Dentro da mina tive a oportunidade de conversar com alguns trabalhadores. Um deles uma criança de 13 anos com aparência de um homem de uns 30. Castigado pelo duro trabalho, péssimas condições e uma amargura sem fim. Outro me contou o que comiam e bebiam – folhas de coca. E um terceiro, quando perguntei qual era seu nome, respondeu: “Yo soy ninguno!”. Sim, ele estava certo! Ele não é ninguém. A sociedade o ignora e o explora sem que a maioria das pessoas saiba das suas condições e mesmo os poucos que sabem, não se importam!

Há uma lenda que havia tanta prata em Potosí que era possível construir uma ponte com toda a prata extraída que ia da Bolívia até a Espanha. E que morreu tanta gente – e ainda morre – que era possível construir uma ponte de ossos voltando.

Eu filmei alguns momentos dentro da mina e vou postar aqui só para se ter uma ideia de como é a situação lá dentro.

Imagem de Amostra do You Tube Imagem de Amostra do You Tube

E aí? Seus bens exploram trabalhadores ou você conhece a procedência deles?

Imagem de Amostra do You Tube

Suerte, Che!