• out
  • 06
  • 2011

Educação, Filosofia, Sociologia e a Revista Veja

Educação, Filosofia, Sociologia e a Revista Veja

Título de matéria publicada em 04.04.11 pela revista Veja:

Em 2012, filosofia voltará aos livros didáticos
Disciplina foi abolida do currículo escola durante a ditadura militar

Trecho de matéria publicada em 28.09.11 pela revista Veja (Edição . 2236 – 28.09.11 – Pg.93):

Ensino obrigatório de Filosofia e Sociologia nas escolas públicas: Em vez de empreender um esforço para melhorar o quadro lastimável da educação brasileira, o governo se empenha em tornar obrigatórias disciplinas que, na prática, só vão servir de vetor para aumentar a pregação ideológica de esquerda, que já beira a calamidade nas escolas

Para bom entendedor , só cruzar as matérias basta.

Da Wikipedia, filosofia (do grego Φιλοσοφία, literalmente «amor à sabedoria»): é o estudo de problemas fundamentais relacionados à existência, ao conhecimento, à verdade, aos valores morais e estéticos, à mente e à linguagem.[1] Ao abordar esses problemas, a filosofia se distingue da mitologia e da religião por sua ênfase em argumentos racionais;

Da Wikipedia, sociologia: é uma das ciências humanas que estuda as unidades que formam a sociedade, ou seja, estuda o comportamento humano em função do meio e os processos que interligam os indivíduos em associações, grupos e instituições.

Ditadura da mídia

Ditadura da mídia

Essas duas disciplinas estão relacionadas ao estudo do comportamento humano. Essas duas disciplinas desenvolvem valores, faz com que as pessoas desenvolvam um lado mais humano dentro da escola. Faz com que elas saiam das inúmeras fórmulas e cálculos e olhem para o próximo.

Ao contrário do que a segunda matéria da Veja deixa a entender, ministrar essas disciplinas não vai sucatear mais o ensino. Ministrar essas disciplinas vai ajudar os alunos a desenvolverem senso crítico, valores morais. E parece que a Veja não quer.

A Veja parece querer os mesmos robos que a ditadura criou. A ditadura sucateou os campus universitários da área de humanas (que até hoje são sucateados) e investiu nas ciências exatas. E talvez esse seja um dos principais motivos de sermos tão acomodados mesmo vendo exemplos tão escancarados de corrupção e descaso dos políticos para com a população.

Matérias não tem lado em disputa política. Mas será que a Veja prefere que as escolas ensinem os ideais de “direita” do Bolsonaro?

Suerte, Che!

  • out
  • 01
  • 2011

Ironia da igreja católica

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Ironia da igreja católica
Papa Bento XVI sentado em trono de ouro X criança comendo migalhas no chão

Papa Bento XVI sentado em trono de ouro X criança comendo migalhas no chão

Suerte, Che!

  • set
  • 20
  • 2011

Um outro 11 de setembro

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Vi esse vídeo um pouco depois do 11 de setembro e decidi esperar um pouco para publica-lo. Isso porque as TVs só falavam disso e não queria que as pessoas não vissem esse vídeo por estar de saco cheio de 11 de setembro.

A questão é que esse vídeo não tem nada a ver com o 11 de setembro de 2001 onde dois aviões chocaram-se contra o World Trace Center.

Esse 11 de setembro é um dia marcante na história do Chile. Esse foi o dia em que um presidente chileno eleito democraticamente foi morto por tropas lideradas por Augusto Pinochet e financiadas pelos Estados Unidos quando eram governados por Nixon. Esse presidente foi Salvador Allende.

Eis a história do 11 de semtebro de 1973. O 11 de setembro chileno. O dia em que foi instaurada uma ditadura no Chile.

Imagem de Amostra do You Tube

Suerte, Che!

 

  • set
  • 14
  • 2011

Ainda sobre racismo

Posted by Bug In Pré conceito, Reflexão | No Comments »

Ontem eu publiquei um post falando sobre o preconceito que Leila Lopes, Miss Universo, sofreu após ganhar o título de mulher mais bonita do mundo.

Grupos neonazistas publicaram comentários altamente preconceituosos pura e simplesmente por Leila Lopes ser negra.

Mas será que esse preconceito está presente só em grupos neonazistas? Será que esse preconceito não está enraizado em nós? Mesmo que não discriminemos as pessoas por causa da cor de suas peles será que não falamos algo que contém preconceito?

Assista ao comentário de Rodrigo Lombardi no quadro Dança Dos Famosos do Domingão do Faustão:

Não acredito que ele tenha falado por ser preconceituoso ou qualquer coisa do gênero, mas acredito que isso evidencia um preconceito que carregamos como um fardo pesado.

E você o que acha? E suas palavras? São preconceituosas? Será que esse tipo de expressão ajuda a fomentar o ódio de grupos nazistas?

Suerte, Che!

  • set
  • 04
  • 2011

A masturbação nacional

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Com o início do anúncio do Big Brother Brasil 12 (BBB 12) e com o auge da fazenda eu lhes recomendo esse vídeo. A masturbação nacional.

Extratos da entrevista de Antonio Veronese dada em Paris, 2/4/2011, em relação ao artigo publicado por O Globo “masturbações no ultimo BBB”.

Imagem de Amostra do You Tube

Será que a mídia está cumprindo com seu papel?

Suerte, Che!

  • ago
  • 21
  • 2011

Qual tipo de história sobre a África você conhece?

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Esse vídeo é uma história contada pela romancista nigeriana Chimamanda Adichie. Nele ela conta sobre o perigo de contar um único tipo de história sobre alguém ou algum lugar.

E você? Conhece quantos tipos de história sobre a África?

Suerte, Che!

  • jul
  • 28
  • 2011

Educação. Estamos no caminho certo?

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Ricardo Frank Semler (São Paulo, 1959) é um empresário brasileiro, chefe-executivo (CEO) e sócio majoritário da empresa Semco S/A, empresa brasileira conhecida pela sua implementação radical dos conceitos da democracia industrial e reengenharia corporativa. Suas políticas de gestão empresarial inovadoras foram difundidas entre empresas ao redor do mundo.

A revista TIME o apontou entre os “100 Jovens Líderes Globais”, em uma série de reportagens sobre perfis de executivos publicada em 1994.

No vídeo ele faz questionamentos sobre o nosso sistema de educação clássico. Será que é o melhor? O vídeo é uma quebra de paradigmas. Assista e reflita.

Imagem de Amostra do You Tube Imagem de Amostra do You Tube

Suerte, Che!

  • jul
  • 05
  • 2011

Ainda sobre legalização das drogas. Agora sobre o viés econômico.

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A  discussão sobre a descriminalização das drogas é cada vez mais aceita pela sociedade.

Esse vídeo traz a reflexão sobre como o dinheiro que é usado no consumo de drogas poderia deixar de ir para o tráfico e ir para o governo e ser revertido em benefícios para a população.

Imagem de Amostra do You Tube

Para mais informações sobre a descriminalização do uso de drogas acesse “Quebrando Tabu” um filme de Fernando Henrique sobre a legalização das drogas.

Suerte, Che!

 

  • jun
  • 29
  • 2011

Análise da letra “Construção” de Chico Buarque

Posted by Bug In Reflexão | 2 Comments »

O post de hoje é diferente. Algo que nunca fiz no Dedo Na Cara. É a análise da letra da música “Construção” de Chico Buarque.

Essa análise foi feita por Adriano Senkevics do blog Letras Despidas.

Segue o post na integra abaixo.

Suerte, Che!

“Construção” foi composta por Chico Buarque em 1971, em pleno regime ditatorial brasileiro. Tentarei fazer uma possível leitura da canção – não desconsiderando outras leituras, uma vez que resumir o trabalho de Chico devia ser considerado uma infração moral.

Imagem de Amostra do You Tube

Construção
Chico Buarque

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado

A letra possui um aspecto narrativo, além de um caráter cíclico e comparativo. As três estrofes são muito semelhantes, em especial as duas primeiras; a diferença básica pode ser atribuída à última palavra de cada verso, sempre uma proparoxítona, que torna o ritmo da música bem marcado e repetitivo.

Os versos “Amou daquela vez como se fosse a última / Beijou sua mulher como se fosse a última / E cada filho seu como se fosse o único / E atravessou a rua com seu passo tímido” demonstram que o sujeito da canção é um homem, pai de família. Existe um grande laço com sua mulher (“como se fosse a última”) e um indicativo de que possui vários filhos (“e cada filho seu”). Uma outra idéia sugerida é que um homem de baixa condição social, devido ao andar tímido, que transparece a submissão aos demais na rua, e também pelo número de filhos, muitas vezes associado à baixa classe social.

O título da canção, bem como a profissão do homem, fica evidenciado pelos próximos versos. Em “Subiu a construção como se fosse máquina”, o desempenho no emprego é comparado a uma máquina, isto sugere que o homem trabalha sem questionar o que faz, apenas está condicionado ao seu trabalho, algo tão comum que o faz automaticamente. Lembrando que a letra foi escrita durante a ditadura militar, algo que nos remete a pensar na submissão forçada: ou faz aquilo que mandam, ou é punido.

“Ergueu no patamar quatro paredes sólidas / Tijolo com tijolo num desenho mágico”, estes dois versos comprovam o emprego do homem, ligado a construção civil, que também reafirma a idéia de sua baixa classe social. Talvez uma das partes mais sentimentais da música está em “Seus olhos embotados de cimento e lágrima”, pois mescla um objeto nem um pouco emotivo, o cimento, com um símbolo da sensibilidade, a lágrima. O interessante desse paradoxo é ver que podem coexistir, nos olhos do trabalhador, a frieza do cimento com a fraqueza das lágrimas, algo que em muito reflete o sofrimento desta condição social: a rigidez imposta com o sentimento oprimido.

Nas passagens “Sentou pra descansar como se fosse sábado / Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe”, fica evidenciado o alívio da hora do descanso. Sábado é o primeiro dia do fim de semana, aquele dia que vem logo após a semana atribulada. Quando o intervalo do serviço é comparado a sábado, a necessidade de descanso é realçada. O ato de almoçar uma comida tão simples, rotineira, como o feijão e arroz, e se sentir um príncipe, indica um gosto muito grande por uma combinação cotidiana, como se não se pudesse escapar desta rotina.

O alcoolismo, muito comum nas camadas inferiores da população, está claramente desenhado em “Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago / Dançou e gargalhou como se ouvisse música”. Além do mais, sabe-se que trabalhadores de construção civil bebem para manter uma força muscular, relacionada ao trabalho braçal.

Em meio a alegria barata proporcionada pela bebida, ocorre um acidente: “E tropeçou no céu como se fosse um bêbado / E flutou no ar como se fosse um pássaro / E se acabou no chão feito um pacote flácido”. Destes versos podemos retirar que o homem trabalha em um prédio alto, tão alto que tropeçar de lá é quase como tropeçar do céu. A comparação com um bêbado é tanto por ter ingerido álcool anteriormente quanto pelo andar trôpego e descuidado dos embriagados. Ao tropeçar, começa a cair e choca-se ao chão, num impacto tão forte que seu corpo parece flácido.

Após a queda, “Agonizou no meio do passeio público”, isto é, os últimos momentos de vida daquele homem. E para fechar: “Morreu na contramão atrapalhando o tráfego”. O último verso mostra a indiferença da morte daquele cidadão. Ao cair do prédio e estatelar-se no chão, a única preocupação que ocorre, por parte do público que ali estava, foi em relação ao trânsito, como se qualquer objeto tivesse caído, e não um pai de família. A contradição existente é que, dentro de casa, o homem é o líder, mas na rua é um sujeito qualquer, um parafuso da engrenagem capitalista, no caso, da construção de imóveis que vão servir luxuosamente a outras pessoas.

As outras estrofes apenas repetem a história, causando certas confusões, como em “Ergueu no patamar quatro paredes flácidas”. Logicamente, daria para estender muito mais a análise das duas últimas estrofes, mas vou me ater apenas àlguns trechos. A indiferença do homem é realçada em “Morreu na contramão atrapalhando o público” e, melhor ainda, em uma das melhores partes da letra: “Morreu na contramão atrapalhando o sábado”.

Foi uma jogada muito inteligente com o “atrapalhando o sábado”, porque é como se o descanso do público tivesse sido interrompidoa pela morte do trabalhador. Enquanto ele estava erguendo paredes, o público passeava; na hora em que se acidentou e morreu, incomodou os outros.

As estrofes começam com “amou” e terminam com “morreu”, outra antítese muito interessante da letra que destaca a narrativa, onde as coisas começam bem e, de uma maneira ou de outra, terminam num fim. Neste caso, o fim é sua própria morte, deixando para trás o seu lar, onde sua posição como líder era muito importante; deixa de lado também seu trabalho, onde era insignificante.

No arranjo da música, percebe-se que a última estrofe é cantada de um modo mais acelerado, com sons vindo de todos os lados. Este efeito gera uma confusão, um desnorteamento que ilustra a vida sem rumo daquele trabalhador. A repetição do mesmo alicerce das estrofes mostra que esta rotina é comum, acontecendo com vários trabalhadores por aí, todos invisíveis à sociedade.

  • jun
  • 28
  • 2011

Vamos lutar

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No final de maio eu publiquei um vídeo de minha autoria em resposta ao comercial da Coca Cola “Existem razões para acreditar. Os bons são maioria”.

Esse foi o vídeo que eu publiquei que fez um maior sucesso e tiveram muitos comentários. Muitos desses comentários vieram de pessoas que eu não conheço e que mesmo assim afirmavam que eu não fazia nada para tentar mudar o mundo.

Eu acho que a grande sacada desse sistema em que vivemos é que existem muitas pessoas falando para você o tempo todo que por mais que você queira, você não vai mudar o mundo. Muitas das vezes são pessoas próximas que dizem isso. E não dizem por não querer que você não faça algo, mas sim porque acreditam que você realmente não mudaria nada.

E, por isso, eu te digo: Vamos lutar. Vamos sair da inércia que nós inibe. Porque quando sairmos será essa mesma inércia que nos guiará rumo à um mundo melhor. Comecemos por nós. Nas pequenas atitudes. “Devemos ser a mudança que desejamos ver no mundo”. Uma frase clichê, mas que é bem válida.

Abaixo segue um vídeo do Zeitgeist Moving Forward onde Jacque Fresco toca num assunto interessante e me fez pensar. Se quase um quinto do mundo passa fome e o mundo entra em uma crise muitas empresas param de produzir. Mas por que se os recursos continuam os mesmos? Assistam ao vídeo:

Imagem de Amostra do You Tube

Suerte, Che!